07
Out 11

Quando vi o vasto leque de temas disponiveis para o desenvolvimento da tese, suscitou-me interesse o tema que intitula este blog.

Os objectivos e linhas a seguir seriam:

Como se detetam e analisam as formas de poder presentes nas relações sociais e sempre constituentes as retóricas públicas? Desde os autoritarismos até a  network society, os poderes sempre se instituem através uma relação estrita com a comunicação performativa para alcançarem (mais ou menos directamente) um consenso subjacente, ou seja para determinarem um senso comum. Mais do que uma plataforma de debate racional, o consenso é um regime específico do sensível, é a lei implícita que governa a ordem sensível.

Descodificar as caracteristícas dos poderes comunicacionais contemporâneos através duma leitura crítica e interpretativa dos interesses e das apostas em jogo no âmago dos sistemas sociais ligados aos comunicacionais. Estudar alguns casos específicos de construção mediática das prioridades políticas e sociais. Retomando a teoria do framing e da agenda setting: quem define as situações? As definições pertencem aos definidores e não aos definidos. O poder da distribuição das definições das situações é o núcleo do poder simbólico.  O poder e a comunicação, neste sentido, têm por objecto aquilo que vemos e aquilo que podemos dizer acerca do que vemos, acerca de quem tem competência para ver e qualidades para falar, acerca das propriedades dos espaços e das possibilidades do tempo. Importante, então, buscar e desconstruir  exemplos de retórica política e cultural eficazes na interpretação social da realidade. 

 


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